A Universidade de Évora A Universidade de**Évora** foi fundada em 1559 pelo Cardeal D. Henrique, futuro Rei de Portugal, a partir do Colégio do Espírito Santo. Foi instituída por bula do Papa Paulo IV, como Universidade do Espírito Santo e entregue à Companhia de Jesus, que a dirigiu durante dois séculos. Em 1759 foi encerrada por ordem do Marquês do Pombal, aquando da expulsão dos Jesuítas. Uma das salas de aula da Universidade, conservando a cátedra e azulejos dos jesuítas Voltou a ser reaberta em 1973, por decreto do então ministro da Educação, José Veiga Simão. No mesmo local onde a antiga Universidade fora fechada, foi criado o Instituto Universitário de Évora que viria a ser extinto em 1979, para dar lugar à nova Universidade de Évora.
Templo de Diana Também conhecido por Templo de Diana. Erguido na Acrópole de Évora é obra das primeiras décadas do séc. I d.C., de estilo coríntio, relíquia monumental, única no País.
=====|| É uma bela cidade, recheada de belos edificios e uma Catedral impressionante. O casario situado no interior das muralhas todo ele é considerado um museu e por isso a UNESCO declarou-a como Património da Humanidade.
|| || || Durante a ocupação romana chamava-se Liberalitas Julia, como demonstram as ruínas de um templo clássico e os vestígios de uma cerca de muralhas. Aparece como cabeça de Diocese no séc. IV. Durante as primeiras dinastias Évora serviu, por longos períodos de capital do Reino. Durante o período de 1282 a 1535 reuniram-se aqui as cortes 12 vezes. || ||=====
O templo romano de Évora está localizado na cidade de Évora, em Portugal; faz parte do centro histórico da cidade, e foi classificado como Patrimônio Mundial pela UNESCO. É um dos mais famosos marcos da cidade, e um símbolo da presença romana em território português.
Localizado na freguesia da Sé e São Pedro, no Largo Conde de Vila Flor, encontra-se rodeado pela Sé de Évora, pelo Tribunal da Inquisição, pela Igreja e Convento dos Lóios, pela Biblioteca Pública de Évora e pelo Museu.
História
Embora o templo romano de Évora seja frequentemente chamado de Templo de Diana, sabe-se que a associação com a deusa romana da caça originou-se de uma lenda criada no século XVII.[1] Na realidade, o templo provavelmente foi construído em homenagem ao imperador Augusto, que era venerado como um deus durante e após seu reinado. O templo foi construído no século I d.C. na praça principal (fórum) de Évora - então chamada de Liberatias Iulia - e modificado nos séculos II e III. Évora foi invadida pelos povos germânicos no século V, e foi nesta época em que o templo foi destruído; hoje em dia, suas ruínas são os únicos vestígios do fórum romano na cidade.
As ruínas do templo foram incorporadas a uma torre do Castelo de Évora durante a Idade Média. A sua base, colunas e arquitraves continuaram incrustadas nas paredes do prédio medieval[2], e o templo (transformado em torre) foi usado como um açougue do século XIV até 1836. Esta utilização da estrutura do templo ajudou a preservar seus restos de uma maior destruição.[3][4] Finalmente, depois de 1871, as adições medievais foram removidas, e o trabalho de restauração foi coordenado pelo arquiteto italiano Giuseppe Cinatti.
Colunas e capitéis coríntios do templo.
Descrição
O templo original provavelmente era similar à Maison Carrée de Nîmes (França). O templo de Évora ainda está com sua base completa (o pódio), feito de blocos de granito de formato tanto regular como irregular. O formato da base é retangular, e mede 15m x 25m x 3.5m de altura.[5] O lado sul da base costumava ter uma escadaria, agora em ruínas.
O pórtico do templo, que não existe mais, era originalmente um hexastilo. Um total de catorze colunas de granito ainda estão de pé no lado norte (traseiro) da base; muitas das colunas ainda têm seus capitéis em estilo coríntio sustentando a arquitrave. Os capitéis e as bases das colunas são feitos de mármore branco de Estremoz, enquanto as colunas e a arquitrave são feitas de granito. Escavações recentes indicam que o templo era cercado por uma bacia hidrográfica.
Catedral de Évora.
A Basílica Sé Catedral de Nossa Senhora da Assunção, mais conhecida por Catedral de Évora, ou simplesmente Sé de Évora, apesar de iniciada em 1186 e consagrada em 1204, esta catedral de granito só ficou pronta em 1250. É um monumento marcado pela transição do estilo românico para o gótico, marcado por três majestosas naves. Nos séculos XV e XVI, a catedral recebeu grandes melhoramentos, datando dessa época o coro-alto, o púlpito, o baptistério e o arco da capela de Nossa Senhora da Piedade, também conhecida por Capela do Esporão, exemplar raro de arquitetura híbrida plateresca, datado de 1529. Do período barroco datam alguns retábulos de talha dourada e outros melhoramentos pontuais nas decorações sumptuárias. Ainda no século XVIII a catedral foi enriquecida com a edificação da nova capela-mor, patrocinada pelo Rei D.João V, onde a exuberância dos mármores foi sabiamente conjugada com a austeridade romano-gótica do templo. Em 1930, por pedido do Arcebispo de Évora, o Papa Pio XI concedeu à Catedral o título de Basílica Menor. Nas décadas seguintes foram efectuadas algumas obras de restauro, tais como a demolição das vestiarias do cabido, do século XVIII, (que permitiram pôr a descoberto a face exterior e as rosáceas do claustro) e o apeamento de alguns retábulos barrocos que desvirtuavam o ambiente medieval das naves laterais.
Exterior
Apostolado do Pórtico
A fachada da catedral é flanqueada por duas torres, ambas do período medieval, sendo a torre do lado sul a torre sineira da catedral, cujos sinos há séculos marcam o passar das horas da cidade. Flanqueando o portal há soberbas esculturas de Apóstolos, do século XIV. O trecho arquitectónico mais emblemático do exterior é o zimbório, torre-lanterna do cruzeiro das naves erguida no reinado de D.Dinis, que é o ex-libris da catedral e um dos trechos mais conhecidos da cidade. Além do pórtico principal há ainda mais duas entradas: a Porta do Sol, virada a sul, com arcos góticos e a Porta Norte, reedificada no período barroco.
As naves
Vista das naves e capela-mor
O interior da catedral está distribuído em amplas três naves (trata-se da maior catedral portuguesa). Na nave central (a mais alta), está o altar de Nossa Senhora do Anjo (também chamada na cidade Senhora do Ó), em talha barroca, com as imagens góticas da Virgem, em mármore policromado e do Anjo Gabriel. Ainda na nave central podem admirar-se o púlpito (em mármore) e o magnífico órgão de tubos (ambos do período renascentista). No transepto, abrem-se as antiquíssimas capelas de São Lourenço e do Santo Cristo (que comunica com a Casa do Cabido) e as Capelas das Relíquias e do Santíssimo Sacramento, ambas decoradas com opulentos adornos de talha dourada. Na nave esquerda, junto à entrada, abre-se o baptistério, fechado por belas grades férreas do período renascentista. No topo norte do transepto está o belo portal renascentista (atribuído a Nicolau Chanteréne) da Capela dos Morgados do Esporão (que nela tinham sepultura).
Capela-Mor
Vista dos mármores da Capela-mor
O altar do século XVIII e capela-mor em mármore são de J. F. Ludwig, mais conhecido por Ludovice, o arquitecto do Convento de Mafra. A edificação desta obra deveu-se à necessidade de espaço para os cónegos, visto que no século XVIII o esplendor das cerimónias litúrgicas exigia um maior número de clérigos. Assim, sacrificou-se a primitiva capela gótica (cujo retábulo de pintura se pode hoje admirar no Museu Regional de Évora). Nela se combinam mármores brancos, verdes e rosa (provenientes de Estremoz, Sintra e Carrara (Itália). Podem-se ainda admirar um belo Crucifixo da autoria de Manuel Dias, chamado o Pai dos Cristos, que encima a pintura de Nossa Senhora da Assunção (padroeira da Catedral), efectuada em Roma por Agostino Masucci, para além de estátuas alegóricas, dos bustos de São Pedro e São Paulo e ainda de um órgão de tubos da autoria do mestre italiano Pascoal Caetano Oldovini.
Claustro
Ala sul do Claustro
Nos claustros, de cerca de 1325, há estátuas dos Evangelistas em cada canto. O claustro, construído por ordem do Bispo D.Pedro, é um belo exemplar gótico, enriquecido com rosáceas de decorações diversas. É ainda enobrecido pela capela funerária do Bispo D.Pedro (fundador do claustro), cujo túmulo gótico ainda subsiste no centro da mesma. Recentemente foram colocados na ala sul do claustro dos túmulos dos Arcebispos de Évora falecidos no século XX.
Coro alto
O coro é fruto das obras efectuadas no período manuelino. Tem um valioso cadeiral de madeira de carvalho, onde estão esculpidas cenas mitológicas, naturalistas e rurais, datado de 1562.
Tesouro e Museu de Arte Sacra
O tesouro abriga peças de arte sacra, nos domínios da paramentaria, pintura, escultura e ourivesaria. A mais curiosa é uma Virgem (Nossa Senhora do Paraíso) do século XIII, de marfim cujo corpo se abre para se tornar num tríptico com minúsculas cenas esculpidas: a sua vida em nove episódios. Entre outras peças podem-se ainda admirar a Cruz-Relicário do Santo Lenho (século XIV), o Báculo do Cardeal D.Henrique (que foi Arcebispo de Évora e Rei de Portugal) e galeria dos Arcebispos, onde estão retratados todos os prelados eborenses desde 1540 até à actualidade. Tanto o tesouro, como a galeria dos Arcebispos integram o Museu de Arte Sacra da Catedral, aberto em 1983, aquando das comemorações do 8ºcentenário da Sé. O Museu encontra-se instalado, desde 22 de Maio de 2009, no antigo Colégio dos Moços do Coro da Sé, edifício contíguo à Sé, que depois de remodelado, alberga as colecções de ourivesaria, paramentaria, pintura e escultura, que compõem o valioso Tesouro da Sé.
A Capela dos Ossos é um dos mais conhecidos monumentos de Évora, em Portugal. Está situada na Igreja de São Francisco. Foi construída no século XVII por iniciativa de três monges que, dentro do espírito da altura (contra-reforma religiosa, de acordo com as normativas do Concílio de Trento), pretendeu transmitir a mensagem da transitoriedade da vida, tal como se depreende do célebre aviso à entrada: "Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos". A capela, construída no local do primitivo dormitório fradesco é formada por 3 naves de 18,70m de comprimento e 11m de largura, entrando a luz por três pequenas frestas do lado esquerdo. As suas paredes e os oito pilares estão "decorados" com ossos e caveiras ligados por cimento pardo. As abóbadas são de tijolo rebocado a branco, pintadas com motivos alegóricos à morte. É um monumento de uma arquitectura penitencial de arcarias ornamentadas com filas de caveiras, cornijas e naves brancas. Foi calculado à volta de 5000, provenientes dos cemitérios, situados em igrejas e conventos da cidade. A capela era dedicada ao Senhor dos Passos, imagem conhecida na cidade como Senhor Jesus da Casa dos Ossos, que impressiona pela expressividade com que representa o sofrimento de Cristo, na sua caminhada com a cruz até ao calvário.
JARDIM PÚBLICO O actual Jardim Público foi construído por iniciativa municipal entre 1863 e 1867 nos terrenos que anteriormente tinham constituído a antiga horta real do palácio e do convento de S. Francisco e outros à época afectos ao exército.
Foi projectado pelo arquitecto-cenógrafo italiano José Cinatti (1808-1879) que também dirigiu os trabalhos de arqueologia e jardinagem.
A sua concepção corresponde à concretização do ideal romântico dos jardins do século XIX e à função de espaço social para as elites e classes em ascensão.
O Jardim público tem uma área de 3,3 hectares, sendo um conjunto densamente arborizado especialmente com espécies exóticas.
Apresenta as características dos jardins da época, o traçado “orgânico”, o conjunto de elementos ornamentais, o gosto pela vegetação exótica e a evocação do tempo passado através da presença das “ruínas fingidas”. O Jardim encontra-se ligado a outros espaços verdes importantes da Cidade : Mata e Parque Infantil Almeida Margiochi.
Coreto Foi construído em 1887 sendo um elemento indispensável nos jardins desta época. Durante muitas décadas foram frequentes os concertos musicais.
Praça de Giraldo
Património, Tradição e Cultura | Edifícios de Interesse Relevante
Antiga Praça Grande, foi aqui que se fez a primeira feira franca de Évora, durante o reinado de D. Dinis. Importante centro da cidade, era aqui que confluíam os centros religioso, comercial e político. A Praça acolhe importantes monumentos da cidade como a Igreja de Santo Antão, as arcadas ou a fonte henriquina. Praça do Giraldo: O Centro onde tudo acontece É o centro da cidade, por um punhado de boas razões! Históricas, geográficas, culturais e arquitectónicas. Na bonita praça do Giraldo desemboca toda a cidade de Évora, ora para cima, ora para baixo!
Hoje não há turista que não passe por lá e não se queira ficar. O mesmo acontecia a todos os comerciantes até à uma dúzia de anos atrás.Terça-feira era dia de S. Porco, e os negociantes paravam por ali logo cedo, para realizarem a transacção da semana, mais não fosse um mero "passou bem". Arquitectura com História As arcadas que percorrem todo um lado da Praça, abrigam da chuva no Inverno, do calor intenso no Verão. Hoje, albergam também algumas das melhores lojas da cidade assim como o clássico "Café Arcada", alvo entretanto de uma profunda remodelação, e onde se torna indispensável uma passagem para provar uma das maravilhosas queijadas de Évora. Ainda no que diz respeito à arquitectura, destaque para as típicas fachadas neoclássicas e românticas, onde predominam a varandas de ferro forjado. Desta Praça irradiam várias ruas. A rua da Republica, por onde chega quase todo o transito que nela entra, a Rua do Raimundo, um dos outros possíveis acessos, a dos Mercadores que marcava o início da judiaria e, a Rua Serpa Pinto, por onde escoa todo o tráfego. Se hoje a Praça é quase toda ela pedonal, nem sempre assim foi. Também até há duas décadas, em redor do tabuleiro de calçada portuguesa charretes, carros de praça e tantos outros transportes circulavam em seu redor. Assumindo uma forma rectangular, tem de um lado a Igreja de Santo Antão, cuja construção implicou a demolição do Arco Triunfal do lado oposto os antigos Paços do Concelho, onde hoje mora o Banco de Portugal. Por fim a fonte quinhentista, enquanto parte de um conjunto integrado de estruturas de apoio ao Aqueduto da Água de Prata. Ponto de Encontro A Praça do Giraldo continua ser uma das grandes referências da cidade Património Mundial. Toda ela é um Monumento. Ali, é o ponto de encontro de bandos de jovens, ali realizam-se as mais importantes animações da cidade, por ali se descobre a mais rica gastronomia alentejana por ali, passeiam-se turistas e locais, que sem pressas se deixam ficar, a suspirar, numa das muitas esplanadas que tomaram (e bem!) conta deste centro histórico. Chafariz O Chafariz da Praça do Giraldo está localizado na freguesia de Santo Antão em Évora. É uma obra do arquitecto Afonso Álvares. Foi construído em 1571 em mármore branco rematado por uma coroa de bronze. Segundo a tradição as oito carrancas correspondem às oito ruas que desembocam na praça. Está classificado como Monumento Nacional. Ornamenta a famosa Praça do Giraldo, local central da Évora muralhada. Dom Fernando II, 3º Duque de Bragança, acusado de conspiração contra o rei Dom João II e decapitado na Praça do Giraldo, a praça principal da capital alentejana, em 1483. Igreja de Santo Antão na Praça do Giraldo.
A Igreja de Santo Antão ou Igreja Paroquial de Santo Antão é um monumento religioso da cidade de Évora, estando situado na Praça de Giraldo, freguesia de Santo Antão.
Foi mandada construir pelo CardealD.Henrique, Arcebispo de Évora, no lugar onde se erguia a medieval Ermida de Santo Antoninho. Para a sua construção demoliu-se o Arco do Triunfo romano.
A igreja começou a ser construída em 1557, sendo um exemplar do período final da Renascença, de três naves, apresentando as características das chamadas igrejas-salão. Apresenta um considerável conjunto de altares de talha dourada, destacando-se ainda o raro frontal de mármore do altar-mor representando o Apostolado, obra do século XIV, proveniente da velha ermida de Santo Antoninho.
A Universidade de Évora
A Universidade de **Évora** foi fundada em 1559 pelo Cardeal D. Henrique, futuro Rei de Portugal, a partir do Colégio do Espírito Santo. Foi instituída por bula do Papa Paulo IV, como Universidade do Espírito Santo e entregue à Companhia de Jesus, que a dirigiu durante dois séculos. Em 1759 foi encerrada por ordem do Marquês do Pombal, aquando da expulsão dos Jesuítas.
Uma das salas de aula da Universidade, conservando a cátedra e azulejos dos jesuítas
Voltou a ser reaberta em 1973, por decreto do então ministro da Educação, José Veiga Simão. No mesmo local onde a antiga Universidade fora fechada, foi criado o Instituto Universitário de Évora que viria a ser extinto em 1979, para dar lugar à nova Universidade de Évora.
Templo de Diana
Também conhecido por Templo de Diana. Erguido na Acrópole de Évora é obra das primeiras décadas do séc. I d.C., de estilo coríntio, relíquia monumental, única no País.
=====|| É uma bela cidade, recheada de belos edificios e uma Catedral impressionante. O casario situado no interior das muralhas todo ele é considerado um museu e por isso a UNESCO declarou-a como Património da Humanidade.
|| || || Durante a ocupação romana chamava-se Liberalitas Julia, como demonstram as ruínas de um templo clássico e os vestígios de uma cerca de muralhas. Aparece como cabeça de Diocese no séc. IV. Durante as primeiras dinastias Évora serviu, por longos períodos de capital do Reino. Durante o período de 1282 a 1535 reuniram-se aqui as cortes 12 vezes. || ||=====
O templo romano de Évora está localizado na cidade de Évora, em Portugal; faz parte do centro histórico da cidade, e foi classificado como Patrimônio Mundial pela UNESCO. É um dos mais famosos marcos da cidade, e um símbolo da presença romana em território português.
Localizado na freguesia da Sé e São Pedro, no Largo Conde de Vila Flor, encontra-se rodeado pela Sé de Évora, pelo Tribunal da Inquisição, pela Igreja e Convento dos Lóios, pela Biblioteca Pública de Évora e pelo Museu.
História
Embora o templo romano de Évora seja frequentemente chamado de Templo de Diana, sabe-se que a associação com a deusa romana da caça originou-se de uma lenda criada no século XVII.[1] Na realidade, o templo provavelmente foi construído em homenagem ao imperador Augusto, que era venerado como um deus durante e após seu reinado. O templo foi construído no século I d.C. na praça principal (fórum) de Évora - então chamada de Liberatias Iulia - e modificado nos séculos II e III. Évora foi invadida pelos povos germânicos no século V, e foi nesta época em que o templo foi destruído; hoje em dia, suas ruínas são os únicos vestígios do fórum romano na cidade.
As ruínas do templo foram incorporadas a uma torre do Castelo de Évora durante a Idade Média. A sua base, colunas e arquitraves continuaram incrustadas nas paredes do prédio medieval[2], e o templo (transformado em torre) foi usado como um açougue do século XIV até 1836. Esta utilização da estrutura do templo ajudou a preservar seus restos de uma maior destruição.[3][4] Finalmente, depois de 1871, as adições medievais foram removidas, e o trabalho de restauração foi coordenado pelo arquiteto italiano Giuseppe Cinatti.
Colunas e capitéis coríntios do templo.
Descrição
O templo original provavelmente era similar à Maison Carrée de Nîmes (França). O templo de Évora ainda está com sua base completa (o pódio), feito de blocos de granito de formato tanto regular como irregular. O formato da base é retangular, e mede 15m x 25m x 3.5m de altura.[5] O lado sul da base costumava ter uma escadaria, agora em ruínas.
O pórtico do templo, que não existe mais, era originalmente um hexastilo. Um total de catorze colunas de granito ainda estão de pé no lado norte (traseiro) da base; muitas das colunas ainda têm seus capitéis em estilo coríntio sustentando a arquitrave. Os capitéis e as bases das colunas são feitos de mármore branco de Estremoz, enquanto as colunas e a arquitrave são feitas de granito. Escavações recentes indicam que o templo era cercado por uma bacia hidrográfica.
Catedral de Évora.
A Basílica Sé Catedral de Nossa Senhora da Assunção, mais conhecida por Catedral de Évora, ou simplesmente Sé de Évora, apesar de iniciada em 1186 e consagrada em 1204, esta catedral de granito só ficou pronta em 1250. É um monumento marcado pela transição do estilo românico para o gótico, marcado por três majestosas naves. Nos séculos XV e XVI, a catedral recebeu grandes melhoramentos, datando dessa época o coro-alto, o púlpito, o baptistério e o arco da capela de Nossa Senhora da Piedade, também conhecida por Capela do Esporão, exemplar raro de arquitetura híbrida plateresca, datado de 1529. Do período barroco datam alguns retábulos de talha dourada e outros melhoramentos pontuais nas decorações sumptuárias. Ainda no século XVIII a catedral foi enriquecida com a edificação da nova capela-mor, patrocinada pelo Rei D.João V, onde a exuberância dos mármores foi sabiamente conjugada com a austeridade romano-gótica do templo. Em 1930, por pedido do Arcebispo de Évora, o Papa Pio XI concedeu à Catedral o título de Basílica Menor. Nas décadas seguintes foram efectuadas algumas obras de restauro, tais como a demolição das vestiarias do cabido, do século XVIII, (que permitiram pôr a descoberto a face exterior e as rosáceas do claustro) e o apeamento de alguns retábulos barrocos que desvirtuavam o ambiente medieval das naves laterais.
Exterior
Apostolado do Pórtico
A fachada da catedral é flanqueada por duas torres, ambas do período medieval, sendo a torre do lado sul a torre sineira da catedral, cujos sinos há séculos marcam o passar das horas da cidade. Flanqueando o portal há soberbas esculturas de Apóstolos, do século XIV. O trecho arquitectónico mais emblemático do exterior é o zimbório, torre-lanterna do cruzeiro das naves erguida no reinado de D.Dinis, que é o ex-libris da catedral e um dos trechos mais conhecidos da cidade. Além do pórtico principal há ainda mais duas entradas: a Porta do Sol, virada a sul, com arcos góticos e a Porta Norte, reedificada no período barroco.
As naves
Vista das naves e capela-mor
O interior da catedral está distribuído em amplas três naves (trata-se da maior catedral portuguesa). Na nave central (a mais alta), está o altar de Nossa Senhora do Anjo (também chamada na cidade Senhora do Ó), em talha barroca, com as imagens góticas da Virgem, em mármore policromado e do Anjo Gabriel. Ainda na nave central podem admirar-se o púlpito (em mármore) e o magnífico órgão de tubos (ambos do período renascentista). No transepto, abrem-se as antiquíssimas capelas de São Lourenço e do Santo Cristo (que comunica com a Casa do Cabido) e as Capelas das Relíquias e do Santíssimo Sacramento, ambas decoradas com opulentos adornos de talha dourada. Na nave esquerda, junto à entrada, abre-se o baptistério, fechado por belas grades férreas do período renascentista. No topo norte do transepto está o belo portal renascentista (atribuído a Nicolau Chanteréne) da Capela dos Morgados do Esporão (que nela tinham sepultura).
Capela-Mor
Vista dos mármores da Capela-mor
O altar do século XVIII e capela-mor em mármore são de J. F. Ludwig, mais conhecido por Ludovice, o arquitecto do Convento de Mafra. A edificação desta obra deveu-se à necessidade de espaço para os cónegos, visto que no século XVIII o esplendor das cerimónias litúrgicas exigia um maior número de clérigos. Assim, sacrificou-se a primitiva capela gótica (cujo retábulo de pintura se pode hoje admirar no Museu Regional de Évora). Nela se combinam mármores brancos, verdes e rosa (provenientes de Estremoz, Sintra e Carrara (Itália). Podem-se ainda admirar um belo Crucifixo da autoria de Manuel Dias, chamado o Pai dos Cristos, que encima a pintura de Nossa Senhora da Assunção (padroeira da Catedral), efectuada em Roma por Agostino Masucci, para além de estátuas alegóricas, dos bustos de São Pedro e São Paulo e ainda de um órgão de tubos da autoria do mestre italiano Pascoal Caetano Oldovini.
Claustro
Ala sul do Claustro
Nos claustros, de cerca de 1325, há estátuas dos Evangelistas em cada canto. O claustro, construído por ordem do Bispo D.Pedro, é um belo exemplar gótico, enriquecido com rosáceas de decorações diversas. É ainda enobrecido pela capela funerária do Bispo D.Pedro (fundador do claustro), cujo túmulo gótico ainda subsiste no centro da mesma. Recentemente foram colocados na ala sul do claustro dos túmulos dos Arcebispos de Évora falecidos no século XX.
Coro alto
O coro é fruto das obras efectuadas no período manuelino. Tem um valioso cadeiral de madeira de carvalho, onde estão esculpidas cenas mitológicas, naturalistas e rurais, datado de 1562.
Tesouro e Museu de Arte Sacra
O tesouro abriga peças de arte sacra, nos domínios da paramentaria, pintura, escultura e ourivesaria. A mais curiosa é uma Virgem (Nossa Senhora do Paraíso) do século XIII, de marfim cujo corpo se abre para se tornar num tríptico com minúsculas cenas esculpidas: a sua vida em nove episódios. Entre outras peças podem-se ainda admirar a Cruz-Relicário do Santo Lenho (século XIV), o Báculo do Cardeal D.Henrique (que foi Arcebispo de Évora e Rei de Portugal) e galeria dos Arcebispos, onde estão retratados todos os prelados eborenses desde 1540 até à actualidade. Tanto o tesouro, como a galeria dos Arcebispos integram o Museu de Arte Sacra da Catedral, aberto em 1983, aquando das comemorações do 8ºcentenário da Sé. O Museu encontra-se instalado, desde 22 de Maio de 2009, no antigo Colégio dos Moços do Coro da Sé, edifício contíguo à Sé, que depois de remodelado, alberga as colecções de ourivesaria, paramentaria, pintura e escultura, que compõem o valioso Tesouro da Sé.
Factos históricos
Varios grandes eventos religiosos estão associados a este templo. Diz-se que aqui foram benzidas as bandeiras da frota de Vasco da Gama em 1497. No cruzeiro está a capela tumular de João Mendes de Vasconcelos, emissário de D. Manuel à corte de Carlos V de Castela, na tentativa falhada de trazer de volta a Portugal Fernão de Magalhães, que então preparava em Sevilha a primeira viagem de circum-navegação do globo.O Palácio de Dom Manuel, sito em Évora, Portugal, outrora conhecido por Paço Real de S. Francisco foi mandado construir por D. Afonso V, que desejava ter na cidade um paço real fora do castelo para se instalar. O paço, habitado por vários monarcas portugueses, entre os quais D. Manuel I, D. João III e D. Sebastião, perdeu-se definitivamente no ano de 1895, tendo sido mandado destruir em 1619, aquando da visita de Filipe III ao país, que mandou destruir o palácio em pról da comunidade.
O paço era, segundo crónicas da altura, um dos edifícios mais notáveis do reino, tendo como principais construções o claustro da renascença, a Sala da Rainha, o refeitório e a biblioteca régia, sendo esta uma das primeiras do país.
Actualmente, o que resta do palácio é apenas a Galeria das Damas, representante exímia do estilo manuelino, mas com traços da renascença e que sobreviveu devido à sua utilização para Trem Militar. Esta compõe-se de um piso térreo, de planta rectangular, onde subsiste a Galeria, um pavilhão fechado e o alpendre. No piso superior existem dois salões e um vestíbulo de estilo mourisco. Do lado de fora existe o torreão, este é constituído por dois andares e terminando num pináculo hexagonal com uma porta manuelina.
O paço, para além de ter sido uma das maiores obras arquitectónicas do país, teve também uma enorme importância histórica, pois foi nele que Vasco da Gama foi investido no comando da esquadra da Descoberta do caminho marítimo para a Índia e foi também no palácio que Gil Vicente representou sete dos seus autos, dedicados às rainhas D. Maria de Castela e D. Catarina de Áustria.
Capela dos Ossos
A Capela dos Ossos é um dos mais conhecidos monumentos de Évora, em Portugal. Está situada na Igreja de São Francisco. Foi construída no século XVII por iniciativa de três monges que, dentro do espírito da altura (contra-reforma religiosa, de acordo com as normativas do Concílio de Trento), pretendeu transmitir a mensagem da transitoriedade da vida, tal como se depreende do célebre aviso à entrada: "Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos". A capela, construída no local do primitivo dormitório fradesco é formada por 3 naves de 18,70m de comprimento e 11m de largura, entrando a luz por três pequenas frestas do lado esquerdo.As suas paredes e os oito pilares estão "decorados" com ossos e caveiras ligados por cimento pardo. As abóbadas são de tijolo rebocado a branco, pintadas com motivos alegóricos à morte. É um monumento de uma arquitectura penitencial de arcarias ornamentadas com filas de caveiras, cornijas e naves brancas. Foi calculado à volta de 5000, provenientes dos cemitérios, situados em igrejas e conventos da cidade. A capela era dedicada ao Senhor dos Passos, imagem conhecida na cidade como Senhor Jesus da Casa dos Ossos, que impressiona pela expressividade com que representa o sofrimento de Cristo, na sua caminhada com a cruz até ao calvário.
JARDIM PÚBLICOO actual Jardim Público foi construído por iniciativa municipal entre 1863 e 1867 nos terrenos que anteriormente tinham constituído a antiga horta real do palácio e do convento de S. Francisco e outros à época afectos ao exército.
Foi projectado pelo arquitecto-cenógrafo italiano José Cinatti (1808-1879) que também dirigiu os trabalhos de arqueologia e jardinagem.
A sua concepção corresponde à concretização do ideal romântico dos jardins do século XIX e à função de espaço social para as elites e classes em ascensão.
O Jardim público tem uma área de 3,3 hectares, sendo um conjunto densamente arborizado especialmente com espécies exóticas.
Apresenta as características dos jardins da época, o traçado “orgânico”, o conjunto de elementos ornamentais, o gosto pela vegetação exótica e a evocação do tempo passado através da presença das “ruínas fingidas”.
O Jardim encontra-se ligado a outros espaços verdes importantes da Cidade : Mata e Parque Infantil Almeida Margiochi.
Coreto Foi construído em 1887 sendo um elemento indispensável nos jardins desta época. Durante muitas décadas foram frequentes os concertos musicais.
Praça de Giraldo
Património, Tradição e Cultura | Edifícios de Interesse Relevante
Antiga Praça Grande, foi aqui que se fez a primeira feira franca de Évora, durante o reinado de D. Dinis. Importante centro da cidade, era aqui que confluíam os centros religioso, comercial e político. A Praça acolhe importantes monumentos da cidade como a Igreja de Santo Antão, as arcadas ou a fonte henriquina.Praça do Giraldo: O Centro onde tudo acontece
É o centro da cidade, por um punhado de boas razões! Históricas, geográficas, culturais e arquitectónicas. Na bonita praça do Giraldo desemboca toda a cidade de Évora, ora para cima, ora para baixo!
Hoje não há turista que não passe por lá e não se queira ficar. O mesmo acontecia a todos os comerciantes até à uma dúzia de anos atrás.Terça-feira era dia de S. Porco, e os negociantes paravam por ali logo cedo, para realizarem a transacção da semana, mais não fosse um mero "passou bem".
Arquitectura com História
As arcadas que percorrem todo um lado da Praça, abrigam da chuva no Inverno, do calor intenso no Verão. Hoje, albergam também algumas das melhores lojas da cidade assim como o clássico "Café Arcada", alvo entretanto de uma profunda remodelação, e onde se torna indispensável uma passagem para provar uma das maravilhosas queijadas de Évora.
Ainda no que diz respeito à arquitectura, destaque para as típicas fachadas neoclássicas e românticas, onde predominam a varandas de ferro forjado. Desta Praça irradiam várias ruas. A rua da Republica, por onde chega quase todo o transito que nela entra, a Rua do Raimundo, um dos outros possíveis acessos, a dos Mercadores que marcava o início da judiaria e, a Rua Serpa Pinto, por onde escoa todo o tráfego.
Se hoje a Praça é quase toda ela pedonal, nem sempre assim foi. Também até há duas décadas, em redor do tabuleiro de calçada portuguesa charretes, carros de praça e tantos outros transportes circulavam em seu redor. Assumindo uma forma rectangular, tem de um lado a Igreja de Santo Antão, cuja construção implicou a demolição do Arco Triunfal do lado oposto os antigos Paços do Concelho, onde hoje mora o Banco de Portugal.
Por fim a fonte quinhentista, enquanto parte de um conjunto integrado de estruturas de apoio ao Aqueduto da Água de Prata.
Ponto de Encontro
A Praça do Giraldo continua ser uma das grandes referências da cidade Património Mundial. Toda ela é um Monumento. Ali, é o ponto de encontro de bandos de jovens, ali realizam-se as mais importantes animações da cidade, por ali se descobre a mais rica gastronomia alentejana por ali, passeiam-se turistas e locais, que sem pressas se deixam ficar, a suspirar, numa das muitas esplanadas que tomaram (e bem!) conta deste centro histórico.
Chafariz
O Chafariz da Praça do Giraldo está localizado na freguesia de Santo Antão em Évora.
É uma obra do arquitecto Afonso Álvares.
Foi construído em 1571 em mármore branco rematado por uma coroa de bronze. Segundo a tradição as oito carrancas correspondem às oito ruas que desembocam na praça.
Está classificado como Monumento Nacional.
Ornamenta a famosa Praça do Giraldo, local central da Évora muralhada.
Dom Fernando II, 3º Duque de Bragança, acusado de conspiração contra o rei Dom João II e decapitado na Praça do Giraldo, a praça principal da capital alentejana, em 1483.
Igreja de Santo Antão na Praça do Giraldo.
A Igreja de Santo Antão ou Igreja Paroquial de Santo Antão é um monumento religioso da cidade de Évora, estando situado na Praça de Giraldo, freguesia de Santo Antão.
Foi mandada construir pelo Cardeal D.Henrique, Arcebispo de Évora, no lugar onde se erguia a medieval Ermida de Santo Antoninho. Para a sua construção demoliu-se o Arco do Triunfo romano.
A igreja começou a ser construída em 1557, sendo um exemplar do período final da Renascença, de três naves, apresentando as características das chamadas igrejas-salão. Apresenta um considerável conjunto de altares de talha dourada, destacando-se ainda o raro frontal de mármore do altar-mor representando o Apostolado, obra do século XIV, proveniente da velha ermida de Santo Antoninho.